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Lançamento: Silêncio Verde, Vida e Obra de Alvim Barbosa

Lançamento: Silêncio Verde – Vida e Obra de Alvim Barbosa Silencio_Verde_Capa
Data: 07/08/2014 às 20h
Local: Theatro Carlos Gomes

O teatro e as artes brasileiras em geral tiveram em Alvim Barbosa um pilar.Ligado ao fazer cultural desde o final da década de 1950, atuou em diferentes flancos, espalhando talento, dedicação e doçura por onde passou. Autor, diretor, ator, administrador, brincou nas 11 — usando um jargão futebolístico — na nobre arte de representar. E construiu prestigioso círculo de amizades no meio, do qual fizeram parte de Procópio Ferreira a de Cacilda Becker, passando por Ziembinski, Gianafracesco Guarnieri, Amir Hadad, Valmor Chagas, Antônio Abujanra, Sérgio Viotti, Paulo Goulart, Carlos Vereza, Leonardo Vilar, Norma Benguel, Camila Amado, Ruth Escobar e Neusa Amaral, entre outros,
Junto com Hermínio Bello de Carvalho, em 1976, participou da criação e implementação do Projeto Pixinguinha, que fez história na Música Popular Brasileira ao levar para o quatro cantos do país, lado a lado, cantores e compositores consagrados e novos talentos que surgiam em diferentes segmentos.

Conheci Alvim em 1979, quando ele veio para Brasília como coordenador da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Aqui fez uma tabelinha — recorrendo novamente ai futebolês — afinada com Carmem Sívia Schroeder, diretora do órgão na capital. Tiveram a assinatura dos dois, eventos importantíssimos como a Feira Pixinguinha — que revelou novos valores — e os projetos Pixingão e Verão Funarte. À época, passaram pela Sala Funarte (que receberia o nome de Cássia Eller, depois da morte da cantora, em dezembro de 2001) figuras proeminentes da música brasileira, do porte de Cartola, Dona Ivone Lara, Xangô da Mangueira, Carmem Costa, Marisa Gata Mansa, Cida Moreira e Arrigo Barnabé. O teatrinho, com capacidade para 250 pessoas, recebeu, também, jovens músicos e cantores, que depois viriam a brilhar intensamente na cena nacional: Renato Russo, Cássia Eller, Zélia Duncan e Rosa Passos, entre eles. E Alvim foi, igualmente, responsável por isso.

Repórter ligado à música, testemunhei toda essa movimentação, toda essa efervecência artística vivida pela Funarte naquele período — possivelmente o mais rico da história da entidade em Brasília. Como espectador privilegiado daquele momento, pude conhecer melhor o grande Alvim Barbosa, essa figura notável que saiu do interior das Minas Gerais, para dar importante contribuição à cultura brasileira.

Irlam Rocha Lima –Jornalista do Correio Brasiliense

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